segunda-feira, 16 de maio de 2011

Brejaúva

Nome popular: airi; brejaúba
Nome científico: Astrocaryum aculeatissimum (Schott) Burret
Família botânica: Palmae
Origem: Brasil - Mata Atlântica

Características da planta: Palmeira que cresce em touceiras de I a s estipes, atingindo até 10 m de altura, densamente revestidos de acúleos fortes e pretos de 6 a 8 cm de comprimento. Folhas longas de 2 a 3 m, coloração verde-escura na face superior e verde-clara na face inferior. Flores pequenas, em cachos, protegidas por uma espata revestida de acúleos e pelos rígidos.

Fruto:
Ovóide ou periforme revestido de pêlos rígidos com semente de coloração vermelha.

Cultivo:
Cresce espontaneamente na Mata Atlântica podendo ser cultivada por divisão das touceiras ou por sementes Frutifica de julho a dezembro.
Entre as mais ou menos 3 mil espécies de palmeiras existentes, menos de 100 produzem frutos comestíveis. E nem todas elas são apreciadas por estes frutos, alcançando alguma importância econômica.

Apesar disso, em geral, os frutos dessas palmeiras, ou melhor, suas amêndoas, destacam-se como parte da dieta alimentar das populações nativas onde ocorrem. A brejaúva é uma delas.

Palmeira do gênero Astrocaryum, a maioria das quais é nativa do Brasil, as brejaúvas estão em quase todo o território nacional, desde o Rio Grande do Sul até o extremo nordeste.

Uma das principais características da brejaúva é a grande quantidade de espinhos que possui em seu estipe. Por isso mesmo, o aculeatissimum de seu nome científico. Tais espinhos produzem um bonito desenho e conferem à brejaúva um aspecto ao mesmo tempo ornamental e agressivo.

Como ocorre com quase todas as palmeiras - salvo exceções como o coqueiro comum, cujo fruto é prodigioso em benefícios alimentares oferecidos ao homem- uma das principais utilidades da brejaúva, além de seus cocos e de sua beleza, residiria na qualidade e na aplicabilidade das fibras produzidas com suas folhas.

Juntamente com os frutos do butiá, do mucajá e do jerivá, os frutos da brejaúva consistem em cocos pequenos que, quando consumidos ao natural, funcionam como uma espécie de brinquedo de comer, uma gostosa e nutritiva distração.

Além disso, ficaram famosas as brincadeiras inventadas com piões de corda produzidos artesanalmente com o coco-brejaúva, o que faz dessa palmeira uma produtora natural de passatempos. Que o digam as crianças, especialmente aquelas que vivem nas cidades e sítios da região do Vale do Paraíba, em São Paulo, e das áreas litorâneas do sul e do su- deste do Brasil,onde a brejaúva é nativa e abundante.

Até hoje é possível encontrarem-se cachos do coco-brejaúva à venda nas feiras publicas de cidades dessa região paulista, tais como Guaratinguetá, Taubaté, Pindamonhangaba, Cunha, entre outras.

Igualmente famosa foi, e continua sendo, a paixão das crianças por esse coquinho, imortalizada por Monteiro Lobato em seu "Sítio do PicaPau Amarelo" Escritor que, aliás, nasceu e cresceu na região do Vale do Paraíba onde, provavelmente, quando criança, deve ter aproveitado das delícias da brejaúva.

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